Notas de Rodapé
A história principal está nos contos e resenhas. Aqui são os extras, o lado B, os comentários e os recados diretos. É o diário de bordo bagunçado deste site. Sem edição, sem promessas. Apenas o que é.
17 de novembro de 2025
Anotem aí: Quinta-feira sai o próximo conto.
Vocês vão achar “divertido”. Vão rir.
Eu? Eu quase morri. Fui caçado, quase linchado, virei prêmio de 100 mil reais e terminei com gosto de esgoto na boca.
Tudo por causa de alface.
Sério. Não percam.
5 de novembro de 2025
Só um aviso rápido, direto do fundo do copo: amanhã, quinta-feira, tem conto novo.
É sobre o que acontece depois da festa da firma. A hipocrisia do terno e a fome do vestido preto.
Não é bonito. Mas é a verdade. Preparem o estômago (Não leiam perto da família. Estão avisados).
29 de outubro de 2025
Abrir o manuscrito. Ler. Reler. Nada. Nenhuma palavra fora do lugar. Nenhuma vírgula implorando por misericórdia. O silêncio.
Dizem que é a “melhor sensação” para um escritor. Pra mim? Hum… é o tipo mais puro de terror.
Você fica ali, olhando pra tela, totalmente desconfiado. Tipo assim, é impossível. É como um apostador que ganhou três vezes seguidas na roleta e já espera o segurança vir quebrar suas pernas. Você sabe que a casa vai te pegar na próxima.
É um alívio que dura cinco segundos. Exatamente o tempo de você fechar o arquivo, ir pegar um café… e a paranoia começar a sussurrar: “Tem certeza? Aquela frase na página 3… ela não estava meio… fraca?”
É. A melhor sensação. Um porre rápido antes da ressaca inevitável.
13 de outubro de 2025
Achou que o plano era perfeito? Sempre acham. Um bilhão de reais, um túnel cavado na unha e a certeza de que a sorte, finalmente, sorriu pra você. Mas a sorte, meu caro leitor, é uma vadia que sempre dorme com o inimigo.
Nesta quinta-feira, prepare-se para um conto sobre um assalto onde nada é o que parece. Uma história de suor, sangue e traição, que prova que o maior golpe é sempre aquele que a gente não vê chegando. Não perca. Preparem-se para um soco no estômago.
8 de outubro de 2025
Amanhã a gente ri da desgraça alheia. A história é sobre um sujeito com a vida ganha que, por puro tédio, resolveu chutar um vespeiro só pra ver o que acontecia. É uma comédia sobre a estupidez humana. Divirtam-se.
24 de setembro de 2025
A nova história que estou desenhando para esta semana é, supostamente, uma comédia. Mas, sabe como é… uma comédia sem graça, daquelas que a vida conta quando está de ressaca. A trajetória do nosso protagonista é a piada, e o final é o soco no estômago que ninguém achou que viria.
Preparem o fígado. Quinta-feira a gente se afunda junto nesse conto.
14 de setembro de 2025
O teclado cheira a fumaça e a melancolia. Personagens novos assombrando a madrugada: uma executiva com alma de predador e um homem que já aceitou sua vocação de esgoto.
Tem um conto novo, brutalmente honesto, nascendo na podridão elegante do Rio de Janeiro. Aguardem.
12 de setembro de 2025
A próxima história que estou escrevendo é um mergulho no esgoto da Idade Média. Esqueça os contos de fadas. Estou falando de intrigas de castelo, rituais que fariam o diabo corar, bruxaria da mais suja e, claro, sangue. Muito sangue.
Preparem o estômago.
11 de setembro de 2025
Amanhã a galeria ganha uma nova alma penada. A história é sobre um cachorro.
E não, não espere um final feliz. A vida, afinal, raramente entrega o que a gente quer.
Leiam por sua conta & risco.
9 de setembro de 2025
Se o site pareceu um terreno baldio nos últimos dias, é porque foi. Fomos despejados.
A Locaweb, nossa antiga senhoria, trocou a fechadura. Parece que o aluguel digital atrasou vários meses e eles jogaram minhas tralhas na calçada. Sem aviso, sem conversa. Um e-mail frio e a porta na cara.
Não há nada mais humilhante do que ser expulso do lugar onde você mora. Mesmo que esse lugar seja só um canto esquecido num servidor empoeirado. Juntei os cacos e achei este novo porão para morar.
A má notícia? Entrei num muquifo novo, um porão digital diferente. O cheiro de mofo é o mesmo, mas as baratas são outras. Detalhe: já devendo o aluguel.
Aproveitem a leitura. Leiam rápido, antes que o novo senhorio descubra e apague a luz outra vez. A gente nunca sabe quanto tempo tem até a próxima ordem de despejo.
