12 de março de 2026
O cheiro de velório é uma mistura de lírios apodrecendo, cera de vela & o hálito de gente que finge que se importa. Eu detesto lírios. Eles têm cheiro...
5 de março de 2026
O cursor do Word pisca como uma ferida aberta. Eu odeio aquele brilho branco. Escrevo:
“O universo conspira a favor de quem vibra alto”.
Que...
26 de fevereiro de 2026
O calor em Copacabana não é uma temperatura, é uma sentença de prisão. O ventilador de teto girava torto, fazendo um barulho de helicóptero em queda livre,...
19 de fevereiro de 2026
A bateria da Mangueira ainda ecoava no meu esterno, mas o que me chamou a atenção não foi o brilho das alegorias. Foi o colapso.
Estávamos no “Nosso...
12 de fevereiro de 2026
A chuva no Rio não cai, ela desaba como um castigo bíblico atrasado. Eu estava num desses bares de esquina em Botafogo onde o garçom te olha como se você...
5 de fevereiro de 2026
Mais um dia no confessionário biológico que eu chamo de consultório. O ar-condicionado gemia como um asmático terminal, tentando em vão lutar contra o...
29 de janeiro de 2026
O Edifício Darke parece um dente podre na boca do Centro do Rio. Um bloco de concreto e mármore de segunda categoria que sobreviveu à ditadura, aos planos...
22 de janeiro de 2026
O sol do meio-dia no Rio de Janeiro não ilumina; ele espanca. É um martelo de ouro derretido batendo na moleira de quem teve a audácia de acordar depois...
15 de janeiro de 2026
Era uma daquelas noites no Rio de Janeiro em que o calor não te larga, sabe? Ele gruda na pele como uma amante ciumenta que você não consegue despachar....
9 de janeiro de 2026
Sexta-feira. 18 de junho de 1993.
Merda de dia pra nascer, merda de dia pra morrer. Pra mim, era só mais uma sexta-feira fodida, o rabo de foguete de uma...










