A Odisseia por uma Salada: O Dia em que o Rio Quase Matou Robert

A Odisseia por uma Salada: O Dia em que o Rio Quase Matou Robert

1º de Janeiro. O sol era um maçarico. Tarde. O Rio de Janeiro era um cadáver quente coberto de purpurina e cheiro de cerveja choca, e eu, Robert, acordei com um buraco no estômago. Não era uma fome comum; era um vácuo existencial, o tipo de fome que te faz questionar as escolhas logísticas da noite anterior.

Você sabe do que estou falando. Você acha que Réveillon é sobre esperança, mas é sobre planejamento. E o meu, claro, falhou. A geladeira era um deserto ártico—meia garrafa de água e um limão senil. Os aplicativos, Rappy, 99, iFood, zombavam de mim com um cardápio do apocalipse: pizzas frias, hambúrgueres de isopor e entregas para o próximo ano. O sistema me queria gordo e triste, mas minha alma ansiava por alface.

Uma deliciosa, exuberante, nutritiva e deliciosa salada…

Eu precisava de algo saudável. Eu precisava do Delírio Tropical.

A decisão foi tomada. Caminho da rua. Olhei a carteira: uma única nota de cinquenta reais, o “último dos moicanos”. Resolvi não levar nada… A porta tem biometria, não é o caso sair com chaves, o celular, essa coleira eletrônica, também ficou. Foda-se – atenderia quem quer que fosse quando finalmente estivesse de bom humor e de barriga cheia.

Saí para o silêncio ensurdecedor de Copacabana. As ruas estavam vazias. Um cemitério de garrafas quebradas. Tudo fechado. O “Delírio” mais próximo, o do Shopping Rio Sul, ficava a uns sete quilômetros. Sete quilômetros. A pé ou de táxi? Enquanto meu cérebro pesava a preguiça contra o orgulho, um Amarelinho surgiu do nada, um besouro mecânico num deserto. Meu braço, involuntariamente, ergueu-se. O táxi parou. “Rio Sul, amigo. Rápido.”

Como eu estava com pouco dinheiro e não queria surpresas, a corrida foi combinada com antecedência e fora do taxímetro: oito reais. Estendi a nota. “Amigo, tem troco pra cinquenta?” O motorista me deu aquele olhar. O olhar de quem mastigou o azedume do 1º de janeiro inteiro, um olhar de desprezo melancólico pelas convenções. Ele pegou a nota, fez o teatro de mexer na carteira e resmungou: “Sem troco, chefe. Deixa a nota aqui. Paro no próximo posto funcionando e troco pra você.”

O que eu podia fazer? Minha fome era refém dele.

Avenida Atlântica. O sinal fechou. O motorista, num tédio agressivo, decidiu virar à direita, cortando caminho por dentro de Copa. Sem seta. Claro.

“Setas são para os fracos.”

Foi quando um zunido, um trovão de 150 cilindradas, passou.

Um motoboy.

O taxista, sem cerimônia, fechou o cara. O motoboy, num reflexo digno de um ninja urbano, jogou a moto para a calçada, o pneu subindo o meio-fio a centímetros de um morador de rua que dormia, alheio ao drama.

O motoqueiro se equilibrou, desapareceu por um segundo, e o motorista começou seu sermão: “Filho da puta! Cego do caralho! Esses merdas de iFood…” Ele nem chegou a terminar a frase. Um som seco. THWACK.

O motoboy.

Player 2 entrou no jogo. Ele voltou. Passou do nosso lado, subiu a perna e, num chute de artes marciais, arrancou o retrovisor esquerdo. O plástico voou, o espelho se estilhaçou no asfalto. O motoboy se afastou, o dedo do meio erguido como um estandarte. Um “foda-se” glorioso contra o sol da tarde.

O motorista parou. Por um segundo. A cor subiu. Vermelho. O demônio da testosterona de baixo custo e do orgulho ferido tomou conta, e o carro cantou pneu. “Calma aí, cara!” Eu gritei. “Deixa pra lá! Eu te pago o retrovisor! Eu dou um novo!” Tarde demais.

A humanidade é patética, não é? O homem não briga pelo prejuízo; briga pela humilhação. E um retrovisor de oitenta reais é o símbolo máximo da honra de um taxista.

A perseguição começou não com um estrondo, mas com um estalo. Foi o som da última lasca de sanidade do motorista se partindo. Seus nós dos dedos ficaram brancos no volante. “Filho da puta,” ele rosnou, não para mim, mas para o universo. E então, ele pisou. O táxi, um sedã cansado feito para levar turista bêbado, deu um salto para frente, o motor gritando em protesto.

O motoboy, já a cinquenta metros, olhou para trás. Ele viu o Amarelinho vindo como um rinoceronte possuído e não hesitou. Ele acelerou, o som da 150cc parecendo uma vespa raivosa. O Rio estava vazio, mas não morto. O 1º de janeiro tem seu próprio trânsito: o carro da família que vai almoçar na avó, o ônibus de turista bocejando. Para o motoboy, eles eram meros obstáculos. Ele era um profissional. Ele deitou a moto, quase raspando o asfalto, para costurar um ônibus da Real, subiu na calçada por dois segundos para cortar a esquina da Figueiredo Magalhães e voltou para a pista, rindo.

Mas o taxista não era um motorista. Ele era um projétil. “EU VOU TE MATAR, SEU MERDA!” ele gritava, o rosto vermelho, a saliva batendo no painel. Ele não desviava, ele intimidava os outros carros. Buzinou para um casal de idosos num Fit, forçando-os contra o meio-fio. O carro gemeu quando ele passou num quebra-molas sem frear. Minha cabeça bateu no teto. “Foda-se o carro! Foda-se!” ele urrava. “Eu quero esse arrombado!”

Eu estava grudado no banco, o refém silencioso da testosterona alheia, minha fome esquecida, meu estômago agora um nó de puro pavor. Você faria o quê, hein? Você pularia do carro a 90 por hora?

Entramos no Túnel Velho. A luz laranja passou como um borrão, um estroboscópio febril. E quando saímos do outro lado, em Botafogo, o Rio já era outro. A paisagem derreteu. O conforto da Zona Sul, com suas curvas suaves e sua brisa falsa, evaporou. O concreto ficou mais duro. O céu, mais baixo. O motoboy nos levou para as artérias, para o Aterro, e de lá para fora da Zona Sul. E foi ali, entre os pilares cinzentos e os galpões, que o subúrbio nos engoliu.

O taxista não estava mais em seu território. Ele estava em guerra, onde o asfalto é mais honesto e a morte é mais barata. A moto costurava. O táxi, pesado, tentava acompanhar. A moto entrou numa rua estreita, uma subida íngreme. Uma comunidade. O taxista, cego de ódio, foi atrás. O fim da linha. A moto parou. O táxi parou. E então, eles apareceram. O “movimento”.

Chinelos. Bermudas. Olhos frios. Armas. “Desce. Os dois.” O motoboy desceu, tremendo. O taxista desceu, o vermelho da raiva agora substituído pelo branco do pavor. E eu, o passageiro, o fantasma, fiquei no carro. Um homem magro com um fuzil relaxado no ombro tomou a palavra, perguntando para os dois, já sentados no meio-fio. “Qual foi a porra da história?” Eles gaguejaram. Patético. Depois de alguns minutos, o homem magro me viu. “E tu? Desce aí, playboy.” Eu desci.

“Olha só,” ele disse. “A gente tá caçando um arrombado que tá roubando aqui dentro da comunidade. Tem quatro grupos atrás do otário. Esses dois vacilões aqui entraram no local errado e na hora errada. Lavo minhas mãos, vou é levar pro ‘Chefe’ conversar com eles. Você vai ter que descer do carro.”

Eles levaram a moto e o táxi. Só depois que o carro sumiu da minha visão numa viela da comunidade que lembrei dos meus únicos cinquenta reais que ficaram lá dentro. E eu fiquei sozinho, sem celular e sem dinheiro, em uma rua que não sabia o nome de um lugar que eu não tinha noção de onde era. Saí por uma salada; ia acabar virando presunto.

Comecei a andar. Para baixo. Procurando a Avenida Brasil, a Presidente Vargas, seja lá qual for a estrada mais próxima de onde eu estava, procurava a minha “Estrela de Belém”.

Numa esquina, luzes. Lanternas. Outro grupo. Merda. Caminhei em direção a eles para pedir ajuda. Uma pessoa na multidão me viu. E gritou. “OLHA LÁ! É ELE! PEGA O BANDIDO!”

Não. Não, não, não!!!

Não há tempo para argumentar. Você não discute com uma multidão faminta por justiça. O som de pedras voando, batendo nas paredes. Pá! Pá! Meu corpo, esse traidor, correu antes do cérebro. Adrenalina é querosene no sangue. As pernas queimavam, o ar não entrava, o mundo encolheu para o próximo beco, o próximo muro. Os gritos atrás: “PEGA, LADRÃO!”. Foi quando vi um muro. Muro alto, mas eu o escalei, as unhas arranhando o cimento, e caí do outro lado, em um quintal, escuro e escondido, com alguns buracos por onde vi a multidão passar.

“Ele correu pra lá!” “Avisa a outra turma! Cerca o campo de futebol!” O silêncio voltou. Até que… uma porta se abriu. Uma senhora. “Entra, rápido! Entra!”

Salvo? Ah, a ironia. Entrei, e o cheiro me atingiu. Amônia. Ração velha. Poeira de décadas. Pelo. Eram vinte, talvez trinta gatos. Gatos em todos os lugares. Em cima da TV de tubo, dentro da pia, siameses magros, vira-latas com um olho só. E os cachorros. Uma matilha de vira-latas tristes, todos latindo para dentro. Você acha que se salvou, Robert. Você acha que encontrou um santuário. Você só trocou o linchamento por um filme de terror B.

A velha me olhou, os olhos vazios.

Ela não era uma salvadora; era a curadora desse zoológico de pulgas e desespero. Ela me deu um sorriso que parecia ter morrido há anos, os olhos completamente vazios, e apontou para o canto.

“Quer um biscoitinho, querido? A vovó fez.”

A voz dela era puro crepe. Você olha. Você sempre olha, não é? A curiosidade mórbida. Havia uma mesa. Em cima dela, um prato. E o prato estava… vivo. Um tapete de mofo verde-azulado cobria a madeira empenada e, por cima, uma patrulha de baratas disputava as migalhas do que um dia fora um biscoito. O cheiro era o de sempre: o fim.

Ela nem notou meu asgo. Ela começou a falar coisas sem sentido, sobre o tempo, sobre os vizinhos, sobre a sobrinha que nunca a visitava, e de repente, ela me olhou com foco. E gritou. “ELE TÁ MALTRATANDO MEU URSO!” Ela apontou para um bicho de pelúcia encardido no sofá. “SOCORRO! ELE QUER ROUBAR MEU URSO!” O grito dela era uma navalha. Eu corri. De volta pra rua. A rua era mais segura.

Descendo a rua avistei uma loja, uma mercearia. “FECHADO”. Entrei. O dono, um português velho, me questionou: “Quem é tu? Tá fechado!” Eu disparei: “Tô perdido. O pessoal lá fora acha que eu sou o ladrão. Eu não sou.” O dono me olhou. Aquele cálculo moral. Ele pensou. “…Tá bem. Se esconde lá atrás. No depósito. Se aparecer alguém, eu falo que não te vi.”

“Obrigado.” Entrei no depósito. A porta bateu. O som da tranca.

CLACK.

Filho da puta. Vinte minutos gritando e chutando. O quartinho nos fundos não tinha janelas para eu fugir. O silêncio lá fora. Você sabe, né? O silêncio é só a morte respirando fundo. A tranca.

CLICK.

A porta abriu. Não tive nem tempo de falar, uma mão agarrou minha gola. Fui arrastado para fora, jogado na rua, no meio da multidão. O dono da loja, sorrindo, disse: “Obrigado aí, rapaziada. A recompensa por esse ladrãozinho, os 100 mil reais que o chefe ofereceu… uma parte é minha, né?” A alma humana. Sempre à venda.

A multidão estava vibrando. Parecia a galera indo pegar o protagonista no filme “A Bela e a Fera”. “O Chefe quer ele vivo?” um idiota no meio perguntou. “Sim, vivo!” respondeu o suposto líder do pelotão de lixamento. “Mas… podemos dar umas porradas nele?” “SIM!” Paus. Pedras. O circo romano. Foi quando a outra turma chegou. Maior. O chefe da Turma 2, um tal de “Alemão”, encarou o chefe da Turma que estava me cercando. “Larga o cara, Juca. O Chefe mandou a gente pegar.” O Juca ficou puto. “Mandou “””a gente”””? Eu peguei primeiro! A recompensa é minha!” “Tu é surdo, porra? Ele é nosso. Larga o osso!” Eles não estavam discutindo se eu era o ladrão. Eles tinham certeza. Estavam brigando sobre quem ia ficar com os louros — e com a minha carcaça. Começou o empurrão.

Virou briga generalizada.

E que espetáculo. A alma humana em sua glória mais baixa. Vi duas mulheres, uma com um gigantesco aplique loiro e outra com trancinhas vermelhas, se pegarem pelos cabelos artificiais. Os tufos sintéticos voavam pelo ar, parecia um ninho de pássaro explodindo. Não muito longe, duas adolescentes, arrumadinhas, maquiadas, pareciam ter saído direto de algum baile. Se engalfinharam com tanto ódio que os vestidos rasgaram, e em segundos estavam seminuas, rolando e se estapeando na lama de um córrego de esgoto que corria a céu aberto. Um deficiente, num acesso de fúria, usou sua muleta como um machado de guerra, quebrando-a na cabeça de um velho que poderia ser seu avô.

100 mil reais… Dois grupos de “justiceiros”, agora quebrando o pau entre si, pelo direito de estarem certos. E eu? Esquecido no chão. Comecei a rastejar. Entre as pernas. Por baixo dos socos. Quando me afastei da trupe violenta finalmente vi. Parada. Uma bicicleta elétrica com uma caixa do ifood, largada no chão, de alguém que estava no ringue de luta. Pulei na bike. Alguém gritou. “OLHA SÓ! O BANDIDO ACABOU DE ROUBAR A BIKE DO ZÉ!”

A multidão, agora unida, veio atrás de mim.

O grito foi um apito de juiz. A briga generalizada parou no ar. O ódio entre eles congelou, o deficiente baixou o que restava da muleta. E, o mais bizarro, as duas adolescentes no esgoto pararam de se estapear. Uma ajudou a outra a levantar da lama. A multidão, agora unida por esse novo propósito sagrado, veio atrás de mim. Elas vinham na frente, as duas garotas, correndo nuas, lado a lado, como se fossem duas irmãs saídas do inferno ao meu encalço.

A bicicleta voava, mas o display digital era um insulto: um único pontinho vermelho de bateria piscava, morrendo. Eu estava fodido. E perdido. Cada rua era um labirinto de cimento e desespero, e eu não fazia a menor ideia de para onde estava indo. Subindo uma ladeira, o motor elétrico gemia, quase parando; desci outra rezando para o freio funcionar. Virei uma esquina cega, cantando pneu, e… porra. Dei de frente com outra turma de busca. Mais lanternas. Mais ódio. “PEGA ELE AÍ!”

Joguei a bike num beco tão estreito que o guidão raspou faísca no muro. Atrás de mim, ouvi o grito de guerra da união: a nova turma se juntou às duas outras. O som dos passos agora não era uma multidão; era um exército. A cada esquina que eu dobrava, o rio de gente engrossava. Pessoas saíam das casas, arrancavam pedaços de madeira das cercas, pegavam paus, pedras, vergalhões. Tudo o que servisse para causar estrago estava sendo recolhido da rua. Era um pelotão de fuzilamento se armando em pleno movimento, e eles estavam me alcançando.

Virei outra esquina e encontrei… Uma Avenida.

Parado no ponto um ônibus. O letreiro: “472 – Copacabana (Shopping Cassino Atlântico)”. Um milagre. Larguei a bike. Corri. O motorista me viu, e logo atrás de mim a uns 100 metros uma multidão semelhante a um ataque zumbi do filme “Guerra Mundial Z” (sendo eu o Brad Pitt em sua versão feia e sarcástica). Ele entrou em pânico, as pessoas gritando dentro do veículo: “vaza motô… É um arrastão!!!”. Ele arrancou. Corri atrás. Não sei de onde tirei tanta velocidade, daria inveja até ao “Usain Bolt”, mas conseguir chegar no ônibus e me pendurei na porta fechada. As pessoas lá dentro gritaram. Pedras começaram a voar da multidão. O vidro traseiro explodiu. O ônibus finalmente saiu da comunidade e pegou a autoestrada. A porta se abriu. Eu caí para dentro do veículo. “Amigo,” arfei. “Sem dinheiro… Sem celular… Me larga em Copa…” O motorista, vendo o meu desespero, meu estado físico e o pavor, apenas acelerou.

Copacabana. Desci do ônibus. O ar salgado parecia um tapa na cara, um luxo que eu não merecia. Na rua um senhor bem vestido olhou para mim. Me deu uma nota de 10 reais… Provavelmente achou que eu era um morador de rua… Não tinha forças nem para protestar… Arrastei-me os últimos metros até o prédio.

Na portaria de vidro, Seu Jorge, o porteiro da noite, que estava dobrando, me viu. Ele estava lendo o “Meia Hora”, os pés para cima. Ele levantou os olhos. E quase caiu da cadeira.

O cérebro dele tentava processar a imagem, não era o morador do 1302. Era um sobrevivente do Mad Max. Roupas rasgadas, sujo da lama preta do esgoto, sangue seco no cotovelo. Ele abriu a boca, mas as palavras não saíram. Ele só apontou para mim, como se visse um fantasma. Eu só levantei a mão, um “depois” exausto.

Fui direto para o elevador. Apertei o botão. Nada. Apertei de novo. Uma luzinha vermelha piscava no painel: “EM MANUTENÇÃO”.

Claro. Óbvio. O universo precisava da sua última piadinha. Olhei para o vão da escada. Aquele caracol de concreto. Treze andares. Minha cara de derrota ali, no silêncio do hall, foi a verdadeira assinatura do fracasso daquele dia.

Subi. Cada degrau um xingamento. A porta. A fechadura biométrica.

Click.

Finalmente, a civilização. Entrei em casa. Joguei aqueles trapos imundos no chão, um monte patético de miséria no meu porcelanato limpo. Fui direto ao quarto. O banho não foi um banho; foi um exorcismo. A água quente levou a lama do esgoto, o suor do pavor e a dignidade perdida. A água saía preta. Eu era um homem novo. Roupa limpa. O melhor linho. E o golpe de misericórdia: duas borrifadas do meu perfume Marly “Layton”. O cheiro da vitória, porra. O cheiro de quem sobreviveu ao apocalipse. Você acha que um dia de merda vai me parar, Rio de Janeiro? Você acha?

Peguei a outra carteira. Lá estava ela. Uma nota limpa de 100 reais. A cavalaria. Saí de casa, impecável. O porteiro nem me reconheceu. E a fome? Ah, a porra da fome ainda estava lá. Como um demônio paciente, batendo o pé no meu estômago.

Aquele Delírio Tropical. Sete quilômetros. Mas agora… ah, agora era diferente, era questão de honra! Já não era mais sobre nutrição. Era sobre ganhar. A turba, o taxista, a velha, o Rio de Janeiro… todos eles tentaram me parar. E eu ainda estava de pé. Era questão de honra.

Mas desta vez… foda-se. Eu ia a pé. E, puta que pariu, eu ia assobiando.

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