A Era da Informação Infinita Está nos Deixando Mais Burros?

A Era da Informação Infinita Está nos Deixando Mais Burros?

Ainda é difícil de digerir que o acesso a informações infinitas está nos tornando mais burros.

Sabe, é curioso. Prometeram-nos o universo na ponta dos dedos. Acesso total, irrestrito. A nova era de ouro do conhecimento. E aqui estamos nós, afogados num oceano de informações, e, se bobear, mais burros do que nunca. Não é irônico? É o tipo de piada cósmica que me faz querer abrir uma cerveja às dez da manhã.

A gente vive a era do scroll infinito. O cérebro, coitado, parece um computador com excesso de abas abertas, superaquecendo, a ventoinha gritando por socorro. A informação vem em rajadas, como a metralhadora de um John Rambo digital, nos crivando de manchetes, memes, vídeos de gatinhos e “dez dicas para ser mais produtivo”. Produtivo pra quê? Pra consumir mais informação? É um ciclo vicioso, uma serpente digital mordendo o próprio rabo.

E a memória? Hum… virou um apêndice inútil. Pra que lembrar o nome da capital da Mongólia se o Google responde em meio segundo? O problema é que, ao terceirizarmos nossa memória para os servidores, parece que terceirizamos também nossa capacidade de pensar. De conectar os pontos. O pensamento profundo, aquele que exige silêncio, foco e um certo desconforto, foi trocado pela gratificação instantânea da resposta pronta. É como trocar um bife suculento por uma ração insossa e processada. Nutre, mas não alimenta a alma.

No fim das contas, a gente sabe muito sobre quase nada. Somos especialistas em trivialidades, mestres do superficial. Temos o conhecimento do mundo no bolso, mas talvez tenhamos perdido a sabedoria que só vem com a reflexão, com o tédio, com o desligar de tudo. É um paradoxo fodido: nunca tivemos tanto acesso ao saber e nunca estivemos tão perdidos. Quem nunca se pegou pensando nisso?

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