Oliver Reed – A Melhor Morte EVER!!!

Oliver Reed – A Melhor Morte EVER!!!

Sabe, existem mortes e mortes. Algumas são sussurros no fim de um corredor de hospital, outras são um fade-out silencioso no sofá de casa. E depois, existe a morte de Oliver Reed. Ah, essa não foi um sussurro. Foi um trovão, um brinde final que fez o próprio diabo pedir mais uma rodada. E o mais bizarro? É tudo verdade.

A cena é um bar. Um boteco, para ser mais exato. Chamava-se “The Pub”, em Valletta, Malta. Um nome sem frescuras para um lugar igualmente honesto. O ar era denso, pesado com o cheiro de cerveja derramada, suor e a maresia que entrava pela porta. Um lugar onde as histórias nasciam e morriam na mesma noite. No centro de tudo, como um rei em seu trono improvisado, estava ele: Oliver Reed. Já com seus 61 anos, mas os olhos… ah, os olhos ainda tinham aquele brilho perigoso, a centelha de quem já tinha visto o inferno e convidado o capeta pra beber.

Ele estava em Malta filmando Gladiador. Um papel de redenção, diziam. Um retorno triunfal. Mas quem era Oliver Reed pra se contentar só com o roteiro? A vida real era sempre mais interessante. Reed era um titã, um daqueles atores forjados no fogo, não nesses workshops de hoje em dia. Neto do fundador da Academia Real de Arte Dramática, o pedigree estava lá, mas ele preferia a sarjeta ao tapete vermelho. Fez filmes icônicos, tipo Oliver!, Mulheres Apaixonadas e o polêmico Os Demônios. Era um talento absurdo, uma força da natureza na tela. Fora dela? Era um desastre ambulante, um “hellraiser”, um pesadelo para produtores e um herói para os beberrões. Ele era o tipo de cara que, se vivesse hoje, seria “cancelado” antes do primeiro gole. Mas ali, naquele bar, ele não era uma celebridade. Ele era o desafio.

E o desafio chegou fardado. Um grupo de marinheiros da Marinha Real Britânica, jovens, fortes, cheios daquela arrogância de quem ainda não conhece a derrota. Eles olharam para o velho ator e viram uma lenda a ser derrubada. O convite foi feito. Uma queda de braço. Reed venceu. Depois, o verdadeiro duelo: um concurso de bebida. Quem aguentava mais? É como desafiar o Thor pra uma competição de arremesso de martelo. Simplesmente não se faz.

Naquela noite, ele consumiu uma quantidade excessiva de álcool e, segundo relatos, a conta chegou a 435 dólares em poucas horas.

A mesa virou uma arena. A munição? Oito jarras de cerveja alemã, uma dúzia de doses de rum e meia garrafa de uísque. Para cada um. Os jovens marinheiros, um a um, foram tombando. Nocauteados pela força etílica de um homem que treinou a vida inteira para aquele momento. Oliver Reed, o último homem de pé, limpou a mesa. Ele não apenas bebeu; ele performou. Contou histórias, cantou, viveu uma vida inteira naquela última hora.

Depois da vitória, ele se levantou, colocou o dinheiro no balcão e… caiu. Um ataque cardíaco fulminante. Ali mesmo, no chão daquele bar maltês. Fim da linha.

Teve um mal súbito e não resistiu a tempo de chegar ao hospital.

Patético? Hum… não sei. Quem nunca se pegou pensando nisso? Morrer no auge, no seu próprio campo de batalha, invicto. Ele não definhou numa cama. Ele saiu de cena no meio de um aplauso estrondoso, mesmo que o único som fosse o dos copos vazios na mesa. Ele viveu como um leão e morreu como um. No fim das contas, não é esse o tipo de história que a gente conta, sussurrando com um misto de horror e admiração? Ele não teve a morte que merecia. Teve a morte que escolheu. E isso, meu amigo, é heroico pra caramba.


Referências:

  • The Guardian. (2013). “The life and strange death of Oliver Reed”.
  • Legacy.com. (2019). “Oliver Reed’s Final Round”.
  • Wikipedia. “Oliver Reed”.

Como você avalia esse conteúdo?

Clique nas estrelas

Como você achou esse post útil...

Sigam nossas mídias sociais

Lamentamos que este post não tenha sido útil para você!

Vamos melhorar este post!

Diga-nos, como podemos melhorar este post?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tamanho do Texto-+=