Mais um dia no confessionário biológico que eu chamo de consultório. O ar-condicionado gemia como um asmático terminal, tentando em vão lutar contra o bafo ….
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Sexta-feira. 18 de junho de 1993. Merda de dia pra nascer, merda de dia pra morrer. Pra mim, era só mais uma sexta-feira fodida, o ….
O asfalto de Copacabana tava cozinhando meus ovos. Sabe como é, né? Janeiro no Rio, quarenta graus na sombra e uma umidade que faz você ….
O apartamento ficava na Barata Ribeiro, num daqueles prédios que parecem um dente podre na boca de um velho. O elevador pantográfico rangia como se ….
Vamos direto ao ponto: o trabalho é um câncer. Eu, Robert, estou há vinte e dois anos enfiado nesse uniforme cáqui fedendo a suor e ….
A pá bateu em algo duro. Não era rocha. Era o som oco e promissor do concreto. Um som de vitória. – Merda. Finalmente!!! Tonho ….
O ano era 1995. E que mulata, meus caros. Que mulata! O corpo dela parecia ter sido esculpido por um demônio com um senso de ….
Tinha que ser aquela noite. Eu sentia no cheiro do ar, uma mistura de chuva iminente com o lixo da rua. Uma noite elétrica. Perfeita ….
Eu estava em um seminário em Paris, na França, e era o ano de 2000, a virada do século. Coisa de gente importante, sabe? Eu, ….
